Parques

Parque tecnológico

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Um parque tecnológico é uma concentração geográfica de empresas e instituições associadas que criam um ambiente favorável à inovação tecnológica. À medida que passam a compartilhar do mesmo ambiente, empresas, universidades, centros de pesquisa e investidores geram benefícios  econômicos para seus participantes e para as comunidades, devido à colaboração entre seus participantes e as instituições parceiras.

História

Mais da metade dos parques tecnológicos existentes no mundo foi criada na década de 1990 até a virada do século.

Somente recentemente as políticas que fortalecem e promovem a integração entre a ciência, os governos e a iniciativa privada foram realmente reestruturadas, fazendo com que parques tecnológicos passassem a ter grande importância no desenvolvimento dos países.

Um Parque tecnológico compreende uma área física delimitada, convenientemente urbanizada, destinada às empresas intensivas em tecnologia que se estabelecem próximas às universidades com o objetivo de aproveitarem a capacidade científica e técnica dos pesquisadores e seus laboratórios”. (Solleiro, 1993)

É uma organização gerida por especialistas, cujo principal objetivo é aumentar o bem estar da comunidade em que se insere, através da promoção da cultura de inovação e da competitividade das empresas e instituições baseadas no conhecimento que lhe estão associadas”. (IASP- International Association of Science Parks )

“A definição de parques científicos revisada recentemente pela IASP- International Association of Science Parks caracteriza estes empreendimentos como “uma organização administrada por profissionais especializados que têm por objetivo proporcionar para a sua comunidade a promoção da cultura da inovação e competitividade de suas empresas e instituições de pesquisa. Para alcançar estes objetivos um parque deve estimular e gerenciar o fluxo de conhecimento e tecnologia entre as universidades, centros de P&D, empresas e seus mercados, facilitando a criação e consolidação de EBT´S através da incubação e processo de “spin-off”, além de prover outros valores agregados com espaço de qualidade e infra-estrutura”.

A definição é longa e também ampla o suficiente para contemplar parques tecnológicos, tecnópolis, que podem ser consideradas variações do conceito adotado. Nota-se uma evolução e ampliação na conceituação que era utilizada há anos atrás, caracterizando os parques principalmente como “empreendimento imobiliário”. Além deste fator, hoje é preciso considerar cada vez mais a preocupação com a geração de sinergia entre os diversos atores, identificação das vocações locais e regionais buscando a viabilidade econômica e tecnológica.

Analisando experiências internacionais pode-se considerar que a disponibilidade de um local físico não é suficiente para o sucesso do empreendimento. A identificação de pessoal capacitado, a existência de investimentos públicos e privados, a produtividade científica e tecnológica, estabelecimento de parcerias estratégicas regionais e nacionais são alguns dos fatores que devem ser observados, considerando o alto potencial de geração de empregos.

A experiência brasileira, se não é recente, é ainda pouco consolidada. Os esforços de vários grupos em diferentes regiões do país, iniciados em 1984 com a criação do Programa de Implantação de Parques Tecnológicos, deram origem aos primeiros projetos. A partir de 1987, com a realização do 1º workshop internacional, o assunto passou a ser tratado de forma mais estruturada; as propostas vêm sendo aprimoradas, mas ainda demandam articulações institucionais mais consistentes e duradouras e instrumentos financeiros mais adequados.” (Ada Gonçalves)

A entidade que trabalha nacionalmente com Parques e Incubadoras no Brasil chama-se Anprotec  e lá está melhor delineada a definição de parques tecnológicos.